Reflexão
A difícil, longeva e quase esquecida arte de se reformar.
20 de junho de 2016
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Reforma, palavrinha pouco usada por nós, caminhantes.

Costumeiramente nos incumbimos de construir, fazer, crescer, acrescentar, ou, miserável e necessariamente, nos envolvemos na conjugação do verbo perder, variando entre o desfazer e diminuir; peso, pessoas, tralhas, acúmulos diversos e etc.

Nos analisando pela primazia da existência em si, não nos falta muita coisa se não o aprimoramento. Partindo do princípio de que somos dotados de várias faculdades que nos permitem transitar por muitas possibilidades, apenas fazendo uso delas; a fala, a audição, a locomoção, passando pelas sinapses, funcionamento cognitivo em franco exercício, isso sem falar das ferramentas como, perspicácia e malícia, por exemplo, podemos perceber que a palavra REFORMA se encaixa e ganha amplos contextos.

Seguindo o trânsito natural da vida mundana – nascer, crescer e se desenvolver – vamos acumulando muitas coisas, obrigatoriamente, podendo passar a optar pela absorção de algumas, apenas em idade mais avançada, onde fatalmente, já teremos incutido, invariavelmente em nós, muitas das coisas que precisarão passar por análises.

Sem nos darmos conta, arrastamos o peso das desnecessidades durante muito tempo. Longos anos até, e só então nos apercebemos de que para seguir em frente com melhor qualidade de vida, não é preciso e nem viável ou possível, construir ou demolir o que quer que seja, sem antes REFORMAR o que está enraizado em nós.

Quanto antes despertamos para a obrigatoriedade de nos avaliarmos com curta periodicidade, mais cedo entenderemos que o que realmente nos é necessário, chega até nós sem maiores esforços, nos deixando livres para, arrefecidos e bem oxigenados, podermos escolher com cristalinidade os elementos que possam agregar à nossa natureza, que exige uma constante progressão.

Não existe uma convenção, um lugar onde nossa assinatura e concordância tenha sido impressa, aceitando que progredir seja uma obrigação. No entanto, no decorrer da jornada da vida, evidencia-se essa tarefa, de modo que não fazendo tal exercício, sentimos o peso da vida sobre os ombros, como se a força da gravidade agisse sobremaneira sobre nós, impedindo qualquer tipo de avanço. A isso chamamos de maturidade. Entender que além de nossos antepassados, familiares, amigos e mestres, superar-se é uma das grandes pulsões de vida, uma atividade constante e imanente.

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Flavio da Luz

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