Comportamento Relacionamento
“Skin hunger” carência de contato humano.
21 de setembro de 2016
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Juan Mann, o fundador do movimento “Free Hugs” se sentia tão privado de contato humano significativo, que se ofereceu para abraçar estranhos na rua. Talvez você possa se identificar com Mann. Quantas vezes você já se encontrou solitário, desejando mais afeição do que você ganha? Talvez você deseje que seu cônjuge ou parceiro demonstre mais Amor. Talvez você já tentou, sem sucesso, fazer com que certas pessoas em sua vida sejam mais carinhosa com você. Se algum desses casos lhe soa familiar, então você está enfrentando um problema comum conhecido como “skin hunger” ou carência de contato humano.

Os americanos sofrem cada vez mais de carência de contato humano. Um em cada quatro americanos relata não ter uma única pessoa para conversar sobre questões importantes, e a solidão entre os adultos americanos aumentou 16 por cento na última década.

Estes fatos nos ajudam a compreender a natureza da carência de contato humano, que é ao mesmo tempo um reconhecimento de que nós não temos tanto carinho quanto precisamos. Normalmente associamos a fome com alimentos, mas nós não sentimos fome simplesmente porque queremos comida, nós sentimos fome porque precisamos de comida. Sentimos sede, porque precisamos de água. Sentimos cansaço porque precisamos de sono. Nossos corpos sabem o que necessitam para funcionar corretamente, e as pesquisas sugerem que a afeição pertence a esta lista, logo atrás de comida, água e descanso.

Assim como a falta de comida, água e descanço têm os seus efeitos prejudiciais, o mesmo acontece com a falta de afeto. Em um estudo recente de 509 adultos, Foi constatado que, Pessoas com altos níveis de carência de contato humano, são prejudicadas de várias maneiras, em comparação com aqueles com níveis moderados ou baixos. As pessoas que se sentem mais privadas de carinho, são menos felizes; mais solitário; mais propensos a sofrer de depressão e stress; e, em geral, desenvolvem mais problemas de saúde. Eles têm menos apoio social e menor satisfação com relacionamentos. Eles têm mais transtornos de humor e ansiedade, e mais doenças imunológicas secundárias (as que são adquiridas em vez de herdada geneticamente). Elas são mais propensas a ter a alexitimia, uma condição que prejudica sua capacidade de expressar e interpretar emoção. Finalmente, eles são menos propensos a formar ligações seguras com os outros em suas vidas.

Estes resultados não estabelecem que a falta de contato humano seja o único responsável por todas essas condições negativas, mas apenas que as pessoas que se sentem altamente privadas de afeto, são mais propensas a experimentar essas condições. Se você é uma dessas pessoas, estes resultados provavelmente não trazem nenhuma surpresa. contato afetuoso é tão necessário para uma vida saudável que sofremos quando não recebem o suficiente.

Felizmente, carência não tem que ser uma condição permanente. Cada um de nós tem a capacidade de obter mais afeto em nossas vidas. Enquanto isso, colocar o seu telefone celular de lado e compartilhar um momento carinhoso de contato pessoal com alguém, pode ser o início da cura para um problema que avança na mesma velocidade que crescem os relacionamentos virtuais.

Fonte: www.psychologytoday.com
Tradução, resumo e versão: Israel Almeida.

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Israel Almeida

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There is 1 comment

  • Flavio da Luz disse:

    Muito bom artigo.
    Retrata com clareza de detalhes, o momento exibicionista da nossa sociedade. Substituímos elementos de ordem natural, indispensáveis a manutenção da nossa boa saúde, em favor dos objetos, das tecnologias, da consumolatria e da adoração a coisas, tudo isso em detrimento do amor às pessoas.
    É comum encontrarmos pessoas com dificuldade de admitir que precisam de outras. Vivemos uma era de individualização tão forte como os movimentos segregativos e de separações que a história nos conta e tristemente, dessa vez, o olhamos com olhos de compaixão e aceitação, como se fosse mesmo esse, o futuro ao qual estamos todos fadados.
    Embora toda a inovação existente tenha disponibilizado feitos incríveis, como a proximidade de pessoas distantes, ela afastou muito aquelas que temos e que precisamos estar perto e eu, particularmente, não abro mão do abraço e do carinho.
    Parabéns pelo conteúdo. Muito pertinente e esclarecedor.

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